[Gatos Guerreiros] Na Floresta - Crítica
AVISO: CONTÉM SPOILERS DO PRIMEIRO LIVRO
Olá pessoal, tudo bem com vocês? Hoje eu vim aqui para fazer uma resenha do primeiro livro da série que já vendeu milhões de exemplares no mundo todo, os famosos gatos guerreiros!
Admito que à primeira vista a saga não era o que eu esperava, depois de anos ouvindo falar sobre os tais warrior cats, e eu nunca entendi nada. Quando finalmente comprei os dois primeiros livros quase explodi de alegria. A repercussão na internet por parte dos amantes de animais é gigantesca e eu estava ansiosa para ficar por dentro.
Veja bem, nunca fui fã de gatos. Para mim os melhores animais do mundo são os cachorros, mas ainda sim acho os gatos belos animais, e o fato de usarem não só dentes para lutas (como os cães) mas também as garras me fascina imensamente. A promessa de livros que exploram a vida desses felinos em meio à natureza para mim foi como um ímã.
Para quem entende de animais pode ser difícil suportar gatos que vivem em bando, pois não são criaturas sociais e muito menos com uma hierarquia intrincada semelhante à dos lobos como a usada na série. Na natureza, todos os gatos são líderes, não existem gatos que obedecem aos outros, como acontece aqui.
Admito que à primeira vista a saga não era o que eu esperava, depois de anos ouvindo falar sobre os tais warrior cats, e eu nunca entendi nada. Quando finalmente comprei os dois primeiros livros quase explodi de alegria. A repercussão na internet por parte dos amantes de animais é gigantesca e eu estava ansiosa para ficar por dentro.
Veja bem, nunca fui fã de gatos. Para mim os melhores animais do mundo são os cachorros, mas ainda sim acho os gatos belos animais, e o fato de usarem não só dentes para lutas (como os cães) mas também as garras me fascina imensamente. A promessa de livros que exploram a vida desses felinos em meio à natureza para mim foi como um ímã.
Para quem entende de animais pode ser difícil suportar gatos que vivem em bando, pois não são criaturas sociais e muito menos com uma hierarquia intrincada semelhante à dos lobos como a usada na série. Na natureza, todos os gatos são líderes, não existem gatos que obedecem aos outros, como acontece aqui.
Sobre o protagonista Ferrugem, antes da aventura de verdade começar a autora não nos dá tempo o suficiente para simpatizar com o personagem, deixando-o à própria sorte (literalmente). Talvez ela devesse ter deixado nós termos uma degustação maior da vida tediosa de um gatinho de gente, assim saberíamos exatamente o que ele tinha a perder se mudasse de vida subitamente (o que de fato acontece) poucas páginas depois do início. Acontece que na verdade ela colocou uma degustação da parte mais violenta da vida de um gato selvagem: as brigas com outros gatos. Trata-se de uma disputa por território entre o clã do rio e o clã do trovão.
Essa parte me deixou com uma pulga atrás da orelha por causa do papel de Garra de Tigre nessa cena. A personagem foi introduzida como um guerreiro nobre que dá tudo de si para defender o clã. Isso me deixou extremamente irritada. Foi como uma armadilha para o leitor em que em sua primeira aparição o livro nos faça simpatizar com o personagem para em seguida puxar o tapete com o modo como ele trata nosso protagonista, já um pequeno aprendiz.
A história continua com um enredo totalmente clichê e previsível e um antagonista mais clichê e previsível ainda que não é aprofundado em momento qualquer. Outra decepção foi a tentativa (só tentativa mesmo) de mistério com a tal profecia sobre o fogo salvar o Clã do Trovão. Primeiro eu achei interessante mas depois de Estrela Azul dar um nome de aprendiz para Ferrugem eu achei essa profecia a coisa mais idiota do livro. Por outro lado, a investigação feita por Pata de Fogo a respeito da morte de Rabo Vermelho é uma boa aposta (mesmo a verdade sendo óbvia eles precisariam de algumas provas para convencer eles mesmos ou outros) e acho um ótimo assunto para ser abordado posteriormente.
Mas a respeito do final, achei sem nexo Pata de Fogo, o mais novo aprendiz, ser nomeado guerreiro antes de Pata de Areia e Pata de Poeira, que demoraram bem mais e são os aprendizes mais antigos do clã.
Enfim, mesmo com todos os defeitos, eu até mesmo gostei do livro, e daria três estrelas. Trata-se de uma boa narrativa, apesar da escrita cansativa (a fonte usada na edição não ajuda) e com um universo que pode ser explorado para todos os lados, e a autora realmente o fez. Recomendo para quem não tem altas expectativas e busque apenas algo para passar o tempo.


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